100. Crina de retalhos

De posse do seu destino,
seu rumo,
Tudo se costuraria,
mas segura na crina do cavalo,
que se soltou
no mosaico de desenhos de sua pele,
glissando,
no chão de sua sensibilidade,
por que sabe que são
colchas de retalhos
não sei dizer, e quem sabe
Que desta mesma crina
se faz o fio do arco
com que toca
o seu instrumento,
qual instrumento?
Se segura a mesma crina,
enrolando-a em seus dedos, cravelhas,
como se espirais fossem,
o destino te enverga
te faz arco,
com que toca o próprio instrumento,
e não há mais instrumentos
para tocar.

3 comentários:

Felipe Lobo dos Santos 19 de abril de 2009 22:43  

Glissando: Percorrer rapidamente os graus de uma escala musical, tocando todas as notas, ou tocar simultaneamente estas notas. Como se o cavalo, ao percorrer a pele, pudesse correr e tocar todas as patas ao mesmo tempo neste chão sensível.

Felipe Lobo dos Santos 10 de maio de 2009 07:15  

inclui: de desenhos

Felipe Lobo dos Santos 10 de maio de 2009 07:19  

Inclui: no chão de sua sensibilidade

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A Lógica é a genética da preguiça de criar, e a criação precisa de intensidade sendo o exercício do impossível imediato, mas, às vezes, porque não sermos um pouco indolentes?

Não 'creio' na Lógica por causa dos Ateus. Os mais consistentes propagadores das leis de Deus.

Mesmo não sendo parnasiano...

“Fuja da abundância estéril desses autores, e não se sobrecarregue com um pormenor inútil. Tudo que dizemos a mais é insípido e degradável; o espírito saciado repele instantaneamente o excesso. Quem não sabe moderar-se jamais soube escrever.”

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