161. Grávido VII



Olho,
inadvertido,
para o lugar no universo
que, em gravitação,
meus olhos cadentes podem me levar.

Sou amante fugaz do brilho de uma estrela,
mesmo sendo cadente.
E dela, sabendo que também não é eterna?
Sou e serei, tão intensamente,
desde o rastro que sou,
um cometa,
até encontrá-la no fim da direção,
para explodir 'gravidamente',
descomunal que fora universo,
mas, apenas, proporcional,
nunca infinito.

Serei todo pó da nebulosa e barriga materna
para unir-me novamente
ao que foi durante supernova,
para ser,
dentro do mesmo que sou e fui
seus,
todos amados,
inumeráveis,
não identificados filhos.
Porque,
formam a vida
que é a realização de uma estrela
para um astro,
salvo da deriva espacial.

Da distância, que também não é infinita,
em partícula não rarefeita
que se teve por estrela
é que se faz a gravidade,
a matéria da gravidez,
na forma do planeta, do satélite...
todo espaço que é em seu redor
para eclipsar descuidadamente
através de nebulosas
que se estenderam, ovuladas, ejaculadas
para, por último,
tomar toda a atenção
como faixo de luz.

Mesmo assim,
Se a estrela me escolheu,
Serei parido do meu destino
para, até ela, chegar?
Ao alcance da luz, digo que sim,
Se for através de seu singular brilho,
Estrela coração pulsante
Apontando do firmamento,
para todos os planetas desvalidos.

Serei fiel aos abandonados e perdidos sem estrelas.

2 comentários:

Felipe Lobo dos Santos 11 de outubro de 2009 16:56  

Inclui Assim e retirei a ? de Se a estrela me escolheu

Felipe Lobo dos Santos 11 de outubro de 2009 22:40  

Inclui 'da nebulosa'

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A Lógica é a genética da preguiça de criar, e a criação precisa de intensidade sendo o exercício do impossível imediato, mas, às vezes, porque não sermos um pouco indolentes?

Não 'creio' na Lógica por causa dos Ateus. Os mais consistentes propagadores das leis de Deus.

Mesmo não sendo parnasiano...

“Fuja da abundância estéril desses autores, e não se sobrecarregue com um pormenor inútil. Tudo que dizemos a mais é insípido e degradável; o espírito saciado repele instantaneamente o excesso. Quem não sabe moderar-se jamais soube escrever.”

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